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Em busca da orientação - Iniciativa de alunos da Unifenas ajuda na prevenção DST/AIDS
Foto: Galvone Oliveira
Legenda: Estudantes de Medicina, Psicologia e Pedagogia que integram o projeto DST/AIDS
Por envolver a relação sexual, muitos entendem que é difícil tratar de temas relacionados às doenças sexualmente transmissíveis. O assunto provoca reações diversas, mas uma coisa é clara para educadores, profissionais da área de saúde, movimentos sociais e entidades governamentais: a informação resulta na prevenção.
Informar, orientar, provocar o debate que leve à quebra de préconceitos são alguns dos objetivos do Simpósio de DST/AIDS, realizado na Unifenas já há quatro anos. A iniciativa partiu de alunos de Medicina, Pedagogia e Psicologia, do campus de Alfenas, que integram o projeto de extensão universitária “DST/AIDS”. Por meio de palestras, convidados que lidam com a questão no seu dia a dia enriquecem o conhecimento dos participantes.
No evento os estudantes e profissionais têm a oportunidade de esclarecer dúvidas, questionar posições e se prepararem para contribuir com a prevenção da AIDS e doenças sexualmente transmissíveis (gonorréia, sífilis, cancro mole etc.) “Quem tem conhecimento tem como prevenir. É como a gente diz: ninguém tem direito de falar que não sabe a partir do momento que tem condições de adquirir esse tipo de conhecimento”, afirma o presidente do projeto, Douglas Silveira Toledo Pereira, que também é aluno do 5º período de Pedagogia.
A 4ª edição do simpósio, trouxe como tema central “O conhecimento é um ato de prevenção”. A palestra de abertura foi com a médica, sexóloga e dessetóloga, Adélia Maria Batista.
Como sexóloga, Adélia tratou de assuntos polêmicos como a sexualidade humana. Buscou esclarecer a necessidade de se conhecer o próprio corpo e o ambiente em sua volta. Um conhecimento indispensável aos profissionais que irão, no futuro, lidar na educação e na saúde. “Para falar de DST/AIDS, a gente tem que discorrer obrigatoriamente sobre os 90%, basicamente, da transmissão dessas doenças, que é o sexo, a sexualidade”, declarou a médica.
Ela destacou que é importante que saibamos olhar para nós mesmos como seres sexualmente naturais. Enfatizou que não se deve encarar o sexo como algo da moralidade humana. “Quem estuda sexualidade, sabe que ela nada mais é que uma das funções, das situações que os seres humanos têm neste planeta.”
Adélia mostrou que os profissionais que lidam com a DST/AIDS precisam internalizar suas vivências e opiniões pessoais, para que não influenciem erroneamente o seu paciente ou a comunidade de forma geral. E que o diálogo deve ser olho no olho. “Quando a pessoa diz para você: ‘eu tive dez parceiros nesta noite’, eu não posso arregalar meus olhos. O meu olho tem que estar dentro do olho da pessoa, porque ela confia naquele profissional”.
Simpósio e suas contribuições
Segundo os organizadores, o Simpósio DST/AIDS tem repercutido de forma positiva. O número de interessados em obter informações sobre os temas chega a ser tão grande que já se estuda a possibilidade de promover a 5º edição ainda em 2010.
Para o professor Márcio Moterani Swerts, que juntamente com a professora Maria Auxiliadora Soares Prado, coordena o projeto DST/AIDS, o evento tem alcançado boa aceitação graças às palestras que abordam assuntos pertinentes. No simpósio deste ano, os temas abordados, além da palestra “O conhecimento é um ato de prevenção”, foram: “Ações e importâncias da frente parlamentar de luta contra HIV/AIDS, Tuberculose e Hepatite”, “Programa Cislagos de tratamento DST/AIDS” e “Conhecendo as DSTs ”.
Reportagem: Everton Marques
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